terça-feira, 31 de março de 2009

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O desenho experimental pode reduzir o número de animais em experimentos


Muitas pesquisas, especialmente em fisiologia e farmacologia, usam um número grande de animais que deveriam ser homogêneos em termos de expressão gênica e de padrões funcionais tanto quanto possível. Esse cuidado prmite que haja a reprodutibilidade dos resultados por outros cientistas em outros laboratórios. O que de fato não ocorre em grande parte das vezes.
Sabe-se que por mais homogênea que seja uma linahgem ou uma amostra, diferenças serão sempre aparentes. A tendência dos cientistas é refazer os testes e retirar da amostra os falsos positivos. Isso demanda muito trabalho, muito dinheiro, mais tempo e sobretudo, muito mais animais experimentais.
Alguns padrões comportamentais que são observados em experimentos desse tipo, como a emocionalidade dos animais, não são facilmente reproduzíveis. Variáveis aparentemente insignificantes como a posição do animal no lab, ao fluxo de luz e emissão de ruídos, podem alterar o comportamento. Fatores epigenéticos pouco compreendidos também podem alterar a predisposição dos animais de uma mesma linhagem ou ninhada na vida adulta.
Parece que o método para minimizar esses efeitos está em utilizar mais animais de linhagens diferentes, retirando os falsos positivos. Um grupo de pesqusiadores alemães e norte-americanos, liderados por Hanno Würbel, conseguiu demonstrar que é possível e desejável se utilizar uma amostra menos homogênea com resultados, pasmem, mais confiáveis.

O artigo foi publicado na Nature Methods e pode ser acessado clicando aqui.

Tilapias são mais estimuladas para reprodução por contato visual


Essas e outras conclusões foram demonstradas no último número do Brazilian Journal of Medical and Biological Research, o mais conceituado periódico nacional, por estudos dos sócios da SBEt. O artigo é:

Castro et al. (2009).Visual communication stimulates reproduction in Nile tilapia, Oreochromis niloticus (L.).Braz J Med Biol Res vol.42 no.4:368-374.

Field Studies Of Animal Behavior


A 10-day Course for Students, Teachers, Museum Docents, Wildlife Professionals, and Nature Enthusiasts
July 15 - 25, 2009
Sponsored by: The Southwestern Research Station Of The American Museum of Natural History. Located in the Chiricahua Mountains of southeastern Arizona.
Instructor: Dr. Howard Topoff, Professor Emeritus of Biopsychology, The City University of New York.


According to Conservation International, the sky islands of southern Arizona (which include the Chiricahua Mountains) contain some of the richest reservoirs of plant and animal life on earth. It is this outstanding biodiversity that attracts scientists (and their students) from all over the world. During this intensive field course, we will focus on the behavior of a variety of invertebrate and vertebrate species. Our studies will include:

1. The Adaptability Of Behavior - color and odor preferences in the selection of nectar sources by hummingbirds.
2. Population Dynamics - the size of territory in harvester ants as a function of colony density.
3. Communication - the evolution of visual displays in lizards of the genus Sceloporus.
4. Social Behavior - orientation and communication in slave-making ants.
5. Mating Behavior - The role of auditory signals in mating behavior of spadefoot toads.
6. A survey of bats of the Chiricahua Mountains.

The course will include a daily multimedia lecture. Although most of the course will be devoted to class projects, we often are able to participate in research being conducted by scientists at the Research Station. We also attend evening seminars given by Station scientists.

The course is limited to 15 participants. At the end of the course, the Southwestern Research Station will issue a Certificate of Completion. The cost of the course is $950. This includes room and 3 meals for 10 days ($600), and tuition ($350). For additional information about the course including a biography of the instructor, please see the course web site at: http://www.animalbehaviorcourse.com

segunda-feira, 30 de março de 2009

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Distância animal-humano


Esta medida vem sendo empregada como um índice de medo de ruminantes ao ser humano. É um índice de reação emocional. Esse índice tem um novo estudo que reafirma a sua importância. Veja o artigo pelo portal da CAPES:

Windschnurer et al. (2009). Reliability of an avoidance distance test for the assessment of animals’ responsiveness to humans and a preliminary investigation of its association with farmers’ attitudes on bull fattening farms. Applied Animal Behaviour Science 117 (2009) 117–127.

Ou peça diretamente ao autor:Ines.Windschnurer@vu-wien.ac.at

domingo, 29 de março de 2009

Carangueijos sentem dor e lembram onde


Há muito se suspeitava que os carangueijos poderiam sentir dor. E que possuíam uma memória espacial também. Agora um estudo conduzido por Bob Elwood and Mirjam Appel, da School of Biological Sciences em Queen's, testaram em carangueijos ermitões (foto) a hipótese de que sentiam dor e lembravam do local onde isso aconteceu. Eles davam choques leves, supostamente dolorosos, nos carangueijos, enquanto estivesem alojados em conchas abandonadas. Os carangueijos se retiravam durante o choque mas voltavam após. Entretanto, quando uma outra concha era pareada com a concha onde o carangueijo havia tomado choque, o carangueijo imediatamente se refugiava na concha nova.
O estudo pode ser apreciado na íntegra pelo portal da CAPES:
Robert W. Elwood & Mirjam Appel. Pain experience in hermit crabs? Animal Behaviour, 2009.

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Somente saguis e humanos demonstram altruísmo. Será mesmo?


Burkart et al. (2007). Other-regarding preferences in a non-human primate: Common marmosets provision food altruistically. PNAS, 104 (50):19762–19766.
O artigo não é muito novo mas não suscitou o impacto e a discussão que mereceria. Muito interessante para a etologia e a sociobiologia. A partir desses achados pode-se discutir questões morais, éticas e evolucionárias da "bondade". Pode-se acessar livremente clicando aqui.
Foto: Daily Science.

sábado, 28 de março de 2009

XXVIII Congresso Brasileiro de Zoologia


XXVIII Congresso Brasileiro de Zoologia, 7-11 de Fevereiro de 2010, no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia - Hangar, Belém, Pará. O geral do evento tema é "Biodiversidade e sustentabilidade".

O Comitê Científico do XXVIII CBZ definiu que terão dois tipos de simpósios durante o evento. Simpósios das Sociedades Científicas em Zoologia e Simpósios Temáticos.
A SBEt foi convidada e estará presente.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Dieta mais rica em lipídeos melhora o comportamento da resposta ao estresse em cavalos


Os pesquisadores da Universidade de Córdoba e da Extremadura, na Espanha, adicionaram mais lipídeos em troca de menos carboidratos, mas mantendo a mesma carga calórica para cavalos. O resultado foi uma melhora na resposta ao estresse em repouso e na reação de susto ( startle response). Temos proposto essa pergunta em etologia: a dieta altera o comportamento dos animais? Essa alteração tem um significado adaptativo?

Veja o estudo acessando pelo site da CAPES:

Redondo et al (2009). Fat diet reduces stress and intensity of startle reaction in horses. Applied Animal Behaviour Science 118: 69–75.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Sexo antes do estresse faz bem para o cérebro


Bom, pelo menos para os ratos, é o que diz um estudo realizado na University of British Columbia (Canada). Sabe-se que o estresse, por exemplo, o odor de um predador, pode fazer com que no hipocampo de ratos haja a diminuição da capacidade de proliferação das células indiferenciadas da camada sub-granular, aquelas que se transformam em neurônios continuamente durante a vida adulta. Em machos, se houver o contato sexual com fêmeas receptivas antes da exposição ao odor de uma raposa, por exemplo, as células hipocampais são mantidas em crescimento mais acelerado do que em ratos sem contato sexual antes da experiência estressante. O efeito foi observado 24 horas após a exposição ao estresse (cheiro do predador) e somente em machos.

Quer ver o artigo muito interessante ? Acesse no site da CAPES:

Spritzer et al. (2009). Prior sexual experience increases hippocampal cell proliferation and decreases risk assessment behavior in response to acute predator odor stress in the male rat. Behavioural Brain Research 200: 106–112.

quarta-feira, 25 de março de 2009

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Um artigo para ser muito lido, recentemente publicado pelos sócios da SBEt


Ecological and evolutionary pathways of social behavior in Pseudoscorpions (Arachnida: Pseudoscorpiones)
Kleber Del-Claro & Everton Tizo-Pedroso
, Acta Ethologica, 2009.

Abstract
Despite the great biodiversity in the Arachnida,
some taxa are still now poorly known, mainly in terms of
biology, ecology, and behavior. Pseudoscorpions are small
arachnids (2–8 mm) that live in cryptic environments, being
in general solitary predators of other invertebrates. The
most studied Pseudoscorpion species are those from
temperate areas, which revealed that Pseudoscorpiones
present some level of sociality based on maternal care.
Most developed sociality is seen in tropical species. Here,
we reviewed this issue, presented examples of social
behavior, and suggested the steps involved in the evolution
of permanent sociality in the Neotropical Atemnidae genus,
Paratemnoides. We discussed that the extended parental
care, division of labor, cooperative breeding and feeding,
and the tolerance among members dividing the same share
could be considered enough to characterize a true social
life, same in invertebrates.

Pode ser acessado pela CAPES ou solicitado diretamente aos autores: K. Del-Claro (*) Instituto de Biologia, Universidade Federal de Uberlândia, CP 593, Cep 38400-902, Uberlândia, MG, Brazil e-mail: delclaro@ufu.br E. Tizo-Pedroso Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais, Universidade Federal de Uberlândia,
Uberlândia, MG, Brazil

XIX Simpósio de Mirmecologia - Ouro Preto - MG


www.mirmeco2009.ufop.br

terça-feira, 24 de março de 2009

A dieta de um animal pode afetar o seu comportamento?


Veja esse artigo no magazine "Petfood Industry", que inicia assim:

"Behavior is regulated by neurotransmitters and hormones, and changes in the availability of their precursors may influence behavior. But unfortunately, the effects of nutrients on behavior are largely unknown. Following are examples of dietary nutrients most likely to have an effect on canine behavior:

  • Phytoestrogens, found primarily in soy, may decrease anxiety but increase aggression;
  • Antioxidants may lessen age-dependent cognitive decline in dogs;
  • Tryptophan may decrease canine aggression and fearfulness."Veja todo o artigo clicando aqui.

quinta-feira, 12 de março de 2009

O Prof. Gilson Volpato publica a terceira edição do livro "Publicação Científica"


Recebemos essa mensagem do Prof. Volpato (foto), sócio da SBEt. O livro é ótimo, dá uma panorâmica sintética e essencial sobre publicar. Recomendamos fortemente a todos os etólogos novos e antigos.

Olá,

É com prazer que anuncio o
lançamento da terceira edição de meu livro Publicação Científica, ocorrida em Dezembro de 2008. Ele pode ser encontrado pelo e-mail bwlivraria@gmail.com (falar com Luciana) e visto, junto com outros de minha autoria, no site www.bestwriting.com.br. Agradeço se puder divulgar este lançamento. Seguem abaixo mais informações, incluindo o sumário.

Abraços,

Gilson Volpato

PUBLICAÇÃO CIENTÍFICA

3ª edição – lançamento em Dez/08

Autor: Gilson Luiz Volpato

ISBN: 978-85-98605-60-9

Editora: Cultura Acadêmica, São Paulo, SP - Gráfica: RR Donnelley

Páginas: 125

Livraria Best Writing

Preço: R$ 30,00 + custo de envio

SUMÁRIO

Prefácio à Terceira Edição, 7

Capítulo I – Bases Teóricas para Publicação, 13

I-1 Por que devo publicar?, 13

I-2 O que publicamos?, 17

I-3 O que caracteriza uma revista científica?, 18

I-4 Como surgiram as revistas científicas?, 20

I-5 O que de fundamental mudou no conceito de publicação

científica?, 21

I-6 Quais os principais tipos de publicações científicas?, 25

I-7 Devo preferir um periódico online?, 30

I-8 O que é um manuscrito?, 31

I-9 O que são ISI, Web of Science, JCR e Scopus?, 32

Capítulo II – O Processo de Publicação, 37

II-1 Como é o processo de publicação?, 37

II-2 O artigo publicado é perene?, 43

II-3 Como submeter o manuscrito científico?, 44

II-4 Posso publicar um artigo mais de uma vez?, 49

II-5 Minha pesquisa é nacional... devo publicá-la em periódico

internacional?, 49

II-6 O que é avaliado num manuscrito?, 51

II-7 Há discriminação no julgamento de manuscritos científicos

para publicação?, 56

II-8 Como melhorar o processo de peer review?, 58

II-9 Quanto tempo demora para se publicar um artigo?, 65

II-10 O que fazer quando o manuscrito é negado?, 67

II-11 Como os autores podem ajudar as revistas nacionais?, 67

II-12 Como as revistas podem ajudar os cientistas?, 68

Capítulo III – Avaliação da Qualidade Científica, 71

III-1 Quais os efeitos da globalização na publicação nacional?, 71

III-2 Como avaliar a qualidade científica de um pesquisador?, 74

III-3 Quais as principais restrições aos índices de avaliação da

qualidade científica?, 85

III-4 Como está a avaliação da publicação científica no Brasil?, 88

III-5 Qual a tendência na avaliação da publicação científica?, 94

Capítulo IV – Como Publicar, 97

IV-1 Como o medo atrapalha?, 97

IV-2 Falta tempo para escrever o manuscrito?, 98

IV-3 Quais os passos para publicação?, 101

IV-4 Como saber se já tenho um artigo?, 103

IV-5 Em qual revista publicar?, 104

IV-6 Como definir as autorias de um artigo científico?, 105

IV-7 Em qual idioma publicar?, 109

IV-8 Quais as principais causas de rejeição de artigos

científicos?, 113

IV-9 Como aprender a publicar em periódicos de alto impacto

internacional?, 119

IV-10 Check list para publicação, 121

Capítulo V – Obras Citadas, 123

domingo, 8 de março de 2009

A domesticação dos cavalos ocorreu no Cazaquistão, há 5mil anos


A domesticação é um tema fascinante da etologia. A domesticação foi um processo de seleção do comportamento (e do genótipo) feita deliberadamente pelos humanos. O cavalo (Equus caballus) parecia ser um dos últimos dos grandes animais domésticos a terem sido domesticados, presumindo-se o processo em torno de 4000 anos atrás. Evidências arqueológicas como mandíbulas com marcas de artefatos (tipo um bridão), ossos dos membros mais delgados e depósito de gordura de leite de égua em vasos de cerâmica, apóiam a hipótese levantada por pesquisadores ingleses de que a domesticação do cavalo ocorreu na região de Botai (Cazaquistão, Asia central). A revista Science dessa semana publicou o artigo com os novos achados. A reportagem comentada de um magazine pode ser apreciada clicando aqui.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A evolução na terra em apenas um minuto


Muitas vezes temos dificuldade para entender como os eventos da vida evoluíram na Terra, situando-os no tempo. Este vídeo (clica aqui) dá uma dimensão de como as coisas ocorreram. Parece tudo muito lento até os últimos segundos, então uma explosão de eventos ocorrem simultaneamente. Confira. Tem som.