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Mostrando postagens com o rótulo Cognição

Passarinhos (não são corvos nem papagaios) reconhecem pessoas rapidamente em ambiente urbano

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A crescente ocupação urbana* tem levado a uma modificação no comportamento e na ecologia de diversas espéceis de animais. Algumas espécise parecem se beneficiar dessa interação enquanto outras, talvez a maioria, estão em pleno declínio. Um dos motivos do sucesso de algumas espécies em conviver com humanos, em áreas urbanizadas, é a capacidade de se adaptarem adotando estratégias novas ou exacerbando algumas características inerentes de defesa e adaptação. Os mockinbirds ( Mimus polyglottos ), uma espécie de sabiá norte-americano, da família Mimidae, parecem ser animais privilegiados quanto à capacidade de aprendizagem e particularmente em relação às características físicas de pessoas. Alguns desses pássaros foram observados no campus universitário da Florida (Gainesville), onde vivem em contato com centenas de transeuntes todos os dias. Os pássaros foram submetidos a um elegante experimento para testar a capacidade de se adaptarem ou reconhecerem potenciais predadores. Estudiosos...

Um exemplo de estudos com a abordagem tinbergeniana: memória e estocagem de alimentos por pássaros

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O último número da Behavioral Processes , faz uma homenagem a Sarah Shettleworth, avaliando os seus fabulosos achados sobe cognição, memória e estocagem de alimentos em pássaros. Particularmente interessante é o artigo de Gibson e Kamil que, baseado no longo estudo de Shettleworth, avaliam de forma elegante, como as quatro perguntas da etologia, propugnada por Tinbergen em 1963, podem ser complementares e cruciais para o entendimento do comportamento animal. Pelo site da CAPES, em instituições credenciadas, é possível acessar o artigo: Gibson, B. & Kamil, A. The synthetic approach to the study of spatial memory: Have we properly addressed Tinbergen’s “four questions”? Behavioral Processes , 80 , 278-289, 2009. .

Um artigo inédito sobre cognição em psitascídeos neotropicais, por sócios da SBEt

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O Prof. Eduardo Ottoni (foto), Cynthia Schuck-Paim e Andressa Borsari, sócios da SBEt, publicaram um artigo na "Animal Cognition" sobre a solução de problemas por papagaios da fronte roxa e arara vermelha. O artigo intitula-se "Means to an end: Neotropical parrots manage to pull strings to meet their goals", e pode ser encontrado pela web, em instituições com acesso franqueado da CAPES. Está em Animal Cognition , Volume 12, N. 2 , 2009. O estudo já havia sido divulgado pela Revista FAPESP, mas agora toma dimensões globais.

Um animal não-humano que reconhece outros indivíduos por mecanismos semelhantes a humanos

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Adivinha de que espécie estamos falando? Seria um antropóide? Seriam golfinhos? Seria uma espécie bem estudada quanto à capacidade cognitiva? Se você não é um amante ou estudioso dos cavalos jamais imaginaria que um estudo comprovou pela primeira vez, nesses animais, a capacidade de reconhecimento individual por pistas multimodais. Assim como humanos, que reconhecem uns aos outros por pistas sensoriais modais como cheiro, timbre de voz, aspecto físico, etc, que se interpõem para criar a identidade do outro. Foi publicado no PNAS em 15 de dezembro de 2008: Cross-modal individual recognition in domestic horses ( Equus caballus ), Leanne Proops, Karen McComb, and David Reby . O artigo é de livre acesso e pode ser lido clicando aqui .