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Siris se tornam menos hábeis em procurar comida em águas poluídas

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Foi o que estudaram alguns pesquisadores americanos. Os Siris azuis ( Callinectes sapidus ) criados em água originária de um local bastante poluído, comeram menos itens com maior conteúdo nutricional em relção aos animais criados em ambientes mais limpos. Parece intuitivo que os animais vivendo em áreas poluídas ficam mais doentes. A novidade é demonstrar que o resultado pode ser uma inabilidade comportamental em caçar/explorar mais e melhor fontes alimentares mais ricas. Veja em :Reichmuth et al. Differences in Prey Capture Behavior in Populations of BlueCrab ( Callinectes sapidus Rathbun) from Contaminated and Clean Estuaries in New Jersey. Estuaries and Coasts (2009) 32:298–308. Postado por Vanner Boere Ps: fiz uma correção, gentilmente sugerida pelo colega Prof. Josê Sabino; não são carangueijos, são siris os animais em questão. Definição : Siri: substantivo masculino Rubrica: carcinologia. designação comum aos crustáceos braquiúros, marinhos, da fam. dos portunídeo...

Para que serve a quela maior de um lagostim?

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A quela (a pata) maior do lagostim serve para se defender de predadores? Para se locomover? A quela (a pata) maior do lagostim serve para manipular a fêmea durante a corte e cópula. Mas não é só isso. Rachelle Belanger da Universidade de Alberta, Canada, fez um experimento engenhoso e descobriu uma outra função da quela maior do lagostim ( Orconectes rusticus , foto acima). Ela fez um bloqueio quimiossensorial na quela maior de alguns lagostins machos e deixou outros sem bloqueio. Quando expostos às fêmeas, os lagostins machos sem bloqueio localizaram a fêmea e sacudiram a quela mais vezes, enquanto os lagostins com bloqueio não esboçaram o mesmo comportamento. Nas quelas maiores há uma série de sensores químicos e em maior abundância em machos adultos. Existem quimiorreceptores ao longo do corpo dos lagostins e a pesquisadora sugere que o balanço da quela maior é parte de um conjunto de comportamentos no contexto reprodutivo dessa espécie. O artigo foi publicado na Crustaceana ...

Carangueijos sentem dor e lembram onde

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Há muito se suspeitava que os carangueijos poderiam sentir dor. E que possuíam uma memória espacial também. Agora um estudo conduzido por Bob Elwood and Mirjam Appel, da School of Biological Sciences em Queen's, testaram em carangueijos ermitões (foto) a hipótese de que sentiam dor e lembravam do local onde isso aconteceu. Eles davam choques leves, supostamente dolorosos, nos carangueijos, enquanto estivesem alojados em conchas abandonadas. Os carangueijos se retiravam durante o choque mas voltavam após. Entretanto, quando uma outra concha era pareada com a concha onde o carangueijo havia tomado choque, o carangueijo imediatamente se refugiava na concha nova. O estudo pode ser apreciado na íntegra pelo portal da CAPES: Robert W. Elwood & Mirjam Appel. Pain experience in hermit crabs? Animal Behaviour , 2009.