Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Estresse

A ordenha mecânica causa estresse em búfalas. Por que não consultam um etologista?

Imagem
Na Itália o queijo mozzarella tem uma importância na dieta local e na venda internacional. As búfalas são uma importante fonte de leite para o fabrico desse queijo. Devido à crescente demanda do queijo, os criadores estão tentando incrementar a podução com ordenhas mecânicas. Pesquisadores italianos verificaram se essa modificação causava estresse, avaliando índices comportamentais e hormonais em búfalas. A conclusão é positiva e tem um impacto sobre a produção. Veja o artigo clicando abaixo: Cavallina et al., Buffalo behavioural response to machine milking in early lactation. Italian Journal of Animal Science , Vol 7, No 3, 287-295, 2008.

Cuidado nas observações sexuais de camundongos jovens após um período de transporte

Imagem
O transporte de animais entre criadouros, laboratórios e outros locais, pode causar problemas no comportamento e na fisiologia, principalmente devido aos hormônios (glicocorticóides, ACTH) e citocinas relacionadas ao estresse. O estresse do transporte é multifatorial. Ruídos, odores, manipulação e ambiente novo são apenas alguns dos fatores que influenciam a resposta comportamental dos animais após o transporte. Camundongos são adquiridos de várias fontes para experimentos porque não raras vezes os laboratórios não dispõem de um estoque de animais prontamente disponível para uso em experimentos. Então, precedendo um experimento, pode haver um período de transporte entre locais diferentes. Pesquisadores descobriram que a idade em que o animal é transportado pode ter um efeito no comportamento sexual. Há uma desfeminização em fêmeas ou uma desmasculinização em machos. O comportamento sexual de camundongos adolescentes após o transporte não responde adequadamente aos estímulos mediados po...

A reatividade emocional e o estresse pré-abate podem alterar a qualidade da carne em borregos

Imagem
Há um consenso tácito entre os defensores de um tratamento mais humanizado em animais durante a criação e antes do abate. As evidencias são poucas havendo um esforço de alguns etologistas e de técnicos na área de alimentação (químicos, engenheiros de alimentos, nutricionistas, etc) para verificar se realmente as condições dos animais antes do abate são determinantes para a qualidade da carne. Franceses que tem a ovinocultura como uma de suas atividades econômicas pecuárias mais importantes, vem investigando as relações entre bem-estar animal, abate mais humano e qualidade da carne. O estudo conduzido por Deiss e colaboradores, publicado on line na semana passada, divulgou que borregos que possuíam maior reatividade emocional antes do abate (medido principalmente pela frequência dos balidos e atração por outros animais no rebanho), apresentaram maior cortisolemia; a carne desses mesmos cordeiros resfriaram mais lentamente e baixaram o pH (a acidez) mais rapidamente após o abate do...

A exposição ao público pode alterar o bem-estar de onças em cativeiro

Imagem
Hoje foi publicado on line o artigo de autoria de sócios da SBEt, comparando o cortisol salivar de onças criadas em ambientes com maior exposição ao público e em ambientes com visitação restrita. As onças mais expostas ao público apresentaram maiores índices de cortisol salivar. Quanto mais se aproximava o final-de-semana, quando há maior intensidade de visitação, mais cortisol aparecia na saliva. Foi a primeira vez que se mensurou cortisol em saliva de onças. O artigo é de livre acesso, basta clicar na referência abaixo : Montanha et al (2009). Comparison of salivary cortisol concentrations in Jaguars kept in captivity with differences in exposure to the public. Ciência Rural. doi: 10.1590/S0103-84782009005000089

Estresse psicológico em peixes?

Imagem
Ao fazer um revisão hoje, me deparei com o artigo intitulado "Psychological Stress and Welfare in Fish". Muito bom! O artigo é repleto de conceitos e faz a defesa de que peixes tem algum tipo de representação psicológica do sofrimento. O artigo de revisão foi escrito pela Profa.Leonor Galhardo e Rui Oliveira, ambos de Portugal. O Prof. Rui tem participado de vários eventos científicos no Brasil, inclusive nos Encontros Anuais. O artigo é de livre acesso na ARBS (Annual Review of Biomedical Sciences) publicado pela UNESP.Clique aqui.

Sexo antes do estresse faz bem para o cérebro

Imagem
Bom, pelo menos para os ratos, é o que diz um estudo realizado na University of British Columbia (Canada). Sabe-se que o estresse, por exemplo, o odor de um predador, pode fazer com que no hipocampo de ratos haja a diminuição da capacidade de proliferação das células indiferenciadas da camada sub-granular, aquelas que se transformam em neurônios continuamente durante a vida adulta. Em machos, se houver o contato sexual com fêmeas receptivas antes da exposição ao odor de uma raposa, por exemplo, as células hipocampais são mantidas em crescimento mais acelerado do que em ratos sem contato sexual antes da experiência estressante. O efeito foi observado 24 horas após a exposição ao estresse (cheiro do predador) e somente em machos. Quer ver o artigo muito interessante ? Acesse no site da CAPES: Spritzer et al. (2009). Prior sexual experience increases hippocampal cell proliferation and decreases risk assessment behavior in response to acute predator odor stress in the male rat. Beha...