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Padrão de sono é determinado por limitações energéticas, não predação

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Uma explicação bem aceita explicando porque os animais tem ciclos de sono e despertar durante a noite é que isso reduziria o risco de ser predado. O sono REM alternado com o sono Não-REM, seguido muitas vezes de um leve despertar em mamíferos, também parece ser uma estratégia antipredatória. Ou seja, o despertar várias vezes durante a noite seria um comportamento antipredatório. Um grupo de pesquisadores realizaram uma revisão comparando filogeneticamente os padrões e a ecologia comportamental de várias espéceis de animais. Os autores concluíram, que nem a duração do ciclo e nem o tipo fásico poderiam ser explicados como uma estratégia antipredatória. Os autores encontraram uma relação inversa entre tamanho pequeno, duração dos ciclos e sono mais prolongado. Como se sabe, animais pequenos precisam de mais energia. Ler o artigo pode elucidar melhor esse surpreendente argumento contra-intuitivo. Capellini, et al. (2008) Energetic constraints, not predation, influence the evolution of sle...

Fingindo-se de morto para que o vizinho seja atacado

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Alguns animais se tornam imóveis e em posição corporal que se aprece a um animal morto quando está frente a um perigo iminente. Na etologia esse comportamento é conhecido como imobilidade tônica, tanatose, catatonia, hipnose, fingir-se de morto, ou death-feigning. Existem cinco hipóteses para explicar esse comportamento: Evitar uma presa morta: fingindo-se de morto a presa comunica que pode conter patógenos ou risco de contaminação de doenças. A ocultação: quando uma presa cai de um local para outro subitamente atrapalhando a trajetória e detecção por um predador iminente. A defesa física: a posição de morto posiciona os membros e apêndices do animal de forma mais larga dificultando a predação ou deglutição do predador. A perda de interesse do predador: a presa se salva de predadores que atacam apenas presas móveis. A sinalização de alarme químico: a posição da presa em imobilidade sinaliza a sua não palatabilidade, desestimuland...

Quanto mais pistas ambientais de predadores, mais ativa será a resposta antipredatória?

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Há um consenso geral de que peixes se utilizam de pistas visuais e químicas para detectar predadores. Essas pistas se somadas e processadas poderiam aumentar a eficiência da resposta. Contudo a resposta pode depender da história de vida (memória) e prioridade de estímulos para a presa alocar atividades como se alimentar em locais onde a presença de predadores ocorreu. Veja esse interessante estudo com salmões, que a resposta a predadores não segue uma linha precisa e graduada: Kim et al (2009). Combined effects of chemical and visual information in eliciting antipredator behaviour in juvenile Atlantic salmon Salmo salar . Journal of Fish Biology, 74: 1280–1290. Disponível no portal da CAPES.