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Fêmeas de pintado escolhem os machos mais rechonchudos

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Um dos temas de investigação da etologia é a escolha de parceiros sexuais. Como as fêmeas escolhem parceiros? Uma das variáveis que tem peso nessa escolha é a qualidade do macho. A qualidade pode ser representada pela capacidade do macho de ter ou acumular recursos. A pesquisadora Percília Cardoso Giaquinto (Departamento de Fisiologia, UNESP Botucatu) pesquisou a escolha de fêmeas por machos de pintado ( Pseudoplatystoma coruscans) . Ela observou se as fêmeas utilizavam os estímulos olfativos, visuais ou ambos, na escolha de machos bem nutridos ou mal nutridos. As fêmas se utilizaram principalmente de pistas olfativas e visuais+olfativas para escolehr predominantemente machos MAIS BEM NUTRIDOS. O estudo foi recentemente publicado na Behaviour ( Female pintado catfish choose well-fed males, vol. 147, Number 3, pp. 319-332). Postado por Vanner Boere.

Como e por que os peixes de mesma espécie se encontram no vasto oceano?

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Os oceanos cobrem 80% da supefície terrestre. Se considerarmos as profundidades e imensas cadeias de acidentes submersos, a vastidão dos oceanos é muito maior que a amplitude da superfície terestre. Muitas espécies de peixes formam grupos de milhares de indivíduos que periodicamente se subdividem em grupos menores, se dispersando mas voltando a se encontrar. Mas como esses animais se encontram no oceano após se dispersarem? Por que se reencontram? A Hipótese do Ponto de Encontro (Meeting Point Hypothesis - MPH), elaborada por Dagorn & Fréon em 1999, afirma que estruturas de agregação de peixes (fish aggregation devices - FADs) são pontos de referência que servem para os peixes se orientarem e se reunirem periodicamente; pode ser diariamente ou mais de uma vez por dia. Um FAD pode ser uma bóia de marcação marítima, um pedaço de barco naufragado, um mastro cravado em recifes submersos, etc. Os pescadores sabem bem dessa característica comportamental de peixes, de forma que montam...

Enriquecimento ambiental só faz bem?

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Muitos estudos com enriquecimento demonstraram melhorias significativas na capacidade dos animais em cativeiro de se adaptarem a novas situações. Em geral esses estudos demonstraram melhorias nos aspectos da cognição e da emocionalidade. Um estudo recente com um pequeno peixe ( Danio rerio ; foto acima) utilizado em vários experimentos de laboratório, os autores compararam três grupos em ambiente enriquecido. Os grupos eram formados por peixes recém capturados no ambiente natural, criados em aquários “enriquecidos” há dez meses e criados em laboratório há dez meses sem o “enriquecimento”. Os autores testaram temperamento, memória a aprendizado nos animais. Houve melhorias e diferenças? Os resultados vão contra a visão corriqueira de que o enriquecimento ambiental sempre melhora as condições de vida dos animais. Uma lição importante do estudo é que resultados negativos também merecem ser mostrados. Principalmente quando esse resultado contradiz a visão generalizada de um méto...

Estresse psicológico em peixes?

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Ao fazer um revisão hoje, me deparei com o artigo intitulado "Psychological Stress and Welfare in Fish". Muito bom! O artigo é repleto de conceitos e faz a defesa de que peixes tem algum tipo de representação psicológica do sofrimento. O artigo de revisão foi escrito pela Profa.Leonor Galhardo e Rui Oliveira, ambos de Portugal. O Prof. Rui tem participado de vários eventos científicos no Brasil, inclusive nos Encontros Anuais. O artigo é de livre acesso na ARBS (Annual Review of Biomedical Sciences) publicado pela UNESP.Clique aqui.

Quanto mais pistas ambientais de predadores, mais ativa será a resposta antipredatória?

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Há um consenso geral de que peixes se utilizam de pistas visuais e químicas para detectar predadores. Essas pistas se somadas e processadas poderiam aumentar a eficiência da resposta. Contudo a resposta pode depender da história de vida (memória) e prioridade de estímulos para a presa alocar atividades como se alimentar em locais onde a presença de predadores ocorreu. Veja esse interessante estudo com salmões, que a resposta a predadores não segue uma linha precisa e graduada: Kim et al (2009). Combined effects of chemical and visual information in eliciting antipredator behaviour in juvenile Atlantic salmon Salmo salar . Journal of Fish Biology, 74: 1280–1290. Disponível no portal da CAPES.

Tilapias são mais estimuladas para reprodução por contato visual

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Essas e outras conclusões foram demonstradas no último número do Brazilian Journal of Medical and Biological Research , o mais conceituado periódico nacional, por estudos dos sócios da SBEt. O artigo é: Castro et al. (2009).Visual communication stimulates reproduction in Nile tilapia, Oreochromis niloticus (L.).Braz J Med Biol Res vol.42 no.4:368-374.