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Mostrando postagens com o rótulo Etologia

O significado da pesquisa em Comportamento Animal

Em 1999, o pesquisador Charles Snowdon, escreveu um texto que ainda é uma pérola para quem quer e está estudando comportamento animal ( Snowdon, C 1999. O significado da pesquisa em Comportamento Animal. Pesquisa em Psicologia 4(2), 365-373.) Este texto, de leitura simples e ao mesmo tempo muito interessante, chamou minha atenção ao reforçar a importância de estudos relacionados ao comportamento animal. E infelizmente muitas vezes nem mesmo as pessoas que estão envolvidas na área se atentam para a importância deste tipo de pesquisa. Concordo que é importante estudarmos e entendermos o comportamento dos animais, até mesmo para nos conhecermos melhor (como foi muito bem demostrado no Livro “Eu Primata”, de Frans de Wall), onde ele faz um paralelo entre humanos, chimpanzés e bonobos e mostra que ora nós “assumimos” mais o comportamento dos chimpanzés, e outas vezes deixamos fluir o comportamento dos bonobos para a resolução de nossos conflitos; mas penso que estudar o comportamento ani...

A força do comportamento animal para melhorar a tecnologia

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Não é de hoje que o comportamento animal fornece bases para a ciência tecnológica. Há muito o que aprender com os animais e os etólogos possuem um papel essencial nisso. Dois pesquisadores, Dr. Quijano (da Colombia) e Dr Passino (dos EUA) publicaram em 2010 um estudo em que desenvolveram um algorítimo para otimizar a alocação de recursos dinâmicos. Baseado no comportaemnto de forrageio na colméia, os pesquisadores propõem uma série de equações para solucionar problemas, exemplificando a aplicação em tecnologia da geração e aproveitamento de calor em sistemas de produção. Os pesquisadores defendem que o mesmo modelo pode ser aplicável para várias soluções na economia humana ou em decisões animais. O artigo, apesar de ser recente, já foi citado 21 vezes. Foi publicado no periódico Engineering Applications and Artificial Intelligence, v. 23, p. 845-863. Para quem nâo se assusta com matemática complexa, vale a pena ler. Eu não entendi as equações mas o texto está muito bonito, bem ilustrad...

Sociedades de Etologia pelo Mundo

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A RGENTINA Asociación Argentina de Ecología A USTRALIA Australasian Society for the Study of Animal Behaviour (Australia and New Zealand) A USTRIA Ethologische Gesellschaft C ANADA Société Québécoise pour l'Étude Biologique du Comportement / Quebec Society for the Biological Study of Animal Behaviour ABS : Animal Behavior Society (North America) C HILE Sociedad Chilena de Etologia R epÚblicA TCHECA and S lovaquia Czech and Slovak Ethological Society E UROPA, varias European Behavioural Biology ASAB : Association for the Study of Animal Behaviour F RANÇA Société Française pour l'Étude du Comportement Animal Groupement de Recherche en Ecologie Comportementale Groupement de Recherche en Ethologie ALEMANHA Ethologische Gesellschaft H UNGRIA Magyar Etológiai Társaság / Hungarian Ethologic...

Mas afinal, o que é comportamento?

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Todas as pessoas que lerão essa postagem vão saber responder de alguma maneira o que é comportamento. Mas nem toda definição poderá se adequar ao que eu faço você faz ou o colega vizinho faz em etologia. Teremos definições diferentes, não por que há uma limitação semântica ou falta de recurso de linguagem, mas porque podemos conceituar comportamento conforme a nossa área primária de formação e nossa experiência.Podemos até ter “pré-conceitos” modelando a nossa definição sobre comportamento. A ciência exige definições precisas, mas elas não são congruentes quanto à definição do que é comportamento. Foi o que verificaram três pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley. Os pesquisadores pesquisaram o termo comportamento na área de biologia comportamental. Ficaram surpresos que as definições em livros e artigos científicos frequentemente excluíam organismos e ações (ou falta delas), quando aplicados a estudos diferentes. Por exemplo, algumas definições admitem que dormir ...

O conceito de “Babyschema” postulado por Konrad Lorenz possui um substrato neural revelado por um estudo recente com neuroimagem

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O conceito de babyschema (kindchenschema) tem sido provado do ponto de vista comportamental. Postula o eminente etologista de que características de olhos grandes, face arredondada, boca e nariz pequeno, bochechas redondas e outras características ativam comportamento de cuidado com crianças e outros filhotes em idade bem jovem. Essa propensão de cuidar de crianças ou animais com feições infantis tem uma função adaptativa do ponto de vista evolutivo. Diz-se que essa sensibilidade para faces infantis predisporia adultos mesmo que não aparentados a cuidar de crianças de um clã, de um grupo, de uma tribo. A sensibilidade estimulada por tais aspectos infantis seria a base para que determinados produtos (por exemplo, bonecos, desenhos animados, etc) sejam apreciados, desejados e comprados. Com manipulação de imagens computadorizadas de bebês, um grupo de pesquisadores norte-americanos e alemães, identificou em mulheres que nunca haviam tido filhos, áreas cerebrais que poderiam estar ...