Apesar de já se conhecer bastante sobre as peculiaridades que envolvem o ataque canino (agressor, vítima e ambiente), é certo que ainda há muito que se investigar sobre os aspectos éticos, legais, educacionais, econômicos, socioculturais, emocionais e de saúde pública neste contexto. Em recente estudo realizado em Ohio, EUA, buscou-se informações acerca dos aspectos emocionais em 34 vítimas, pertencentes à parcela mais suscetível a ataques de cães: as crianças. Tanto os indivíduos atacados quanto os seus pais manifestaram, em sua grande maioria, alterações psicológicas após a agressão, dentre elas: estresse, depressão e transtornos alimentares e do sono. Tais dados nos chamam a atenção para uma situação preocupante, visto que, além das sequelas físicas e emocionais, os agredidos e suas famílias enfrentam entraves legais (por se tratarem de serviços carentes e de pouca acessibilidade) e transtornos financeiros (já que os gastos extrapolam, e muito, as demandas em saúde). Nos EUA 4,5...