domingo, 17 de maio de 2009

Veterinários sabem distinguir bem um comportamento de um animal doente? Talvez haja um fato novo...


Os veterinários clínicos praticam etologia sem saber. Um bom veterinário avalia os sinais físicos de um animal antes de qualquer intervenção como a palpação, a medida da temperatura e exames clínicos laboratoriais. Avaliam o “comportamento” do animal. Quando o comportamento é “anormal” então o veterinário começa a criar um quadro de hipóteses para determinar o diagnóstico e tratar o doente. Mas o que é comportamento anormal? Uma pergunta muito difícil de responder, porque dependem de vários fatores como a espécie, sexo, a idade, a raça e as circunstâncias, entre outros fatores. Um artigo publicado essa semana coloca mais uma variável nesse cabedal de informações que o veterinário tem que compor para diagnosticar corretamente uma doença. Pesquisadores verificaram se em galinhas poedeiras que e tão em um ambiente enriquecido, livres ou em gaiolas, se os sintomas estimulados por injeções intraperitoniais de LPS (lipopolissacarídeo de membrana) induziriam os mesmo sinais clínicos (comportamentais). O LPS é uma proteína pirogênica que estimula algumas citocinas por uma reação imunológica de curta duração nos animais injetados. Os resultados são chocantes. As galinhas colocadas em vida livre mostraram claros sinais de doença em relação às poedeiras engaioladas. Os autores sugerem que os sinais de doenças em animais engaiolados podem não ser facilmente detectados. Uma intervenção terapêutica nesse caso pode vir com uma desvantagem devido ao tempo retardado de intervenção de um veterinário. Conhecer comportamento poderia ser uma grande vantagem para um bom veterinário.
O estudo está em: Gregory et al. (2009) Effect of lipopolysaccharide on sickness behaviour in hens kept in cage and free range environments. Research in Veterinary Science, 87: 167–170.

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