sábado, 28 de fevereiro de 2009

SOCPROG: um programa para análise social livre para download


Publicado por Hal Whitehead na Behavioral Ecology and Sociobiology de janeiro, um artigo sobre um novo programa de análise do comportamento, para baixar livremente da web. Veja o resumo:
"SOCPROG is a set of programs which analyses data on animal associations. Data usually come from observations of the social behaviour of individually identifiable animals. Associations among animals, sampling periods, restrictions on the data and association indices can be defined very flexibly. SOCPROG can analyse data sets including 1,000 or more individuals. Association matrices are displayed using sociograms, principal coordinates analysis, multidimensional scaling and cluster analyses. Permutation tests, Mantel and related tests and matrix correlation methods examine hypotheses about preferred associations among individuals and classes of individual. Weighted network statistics are calculated and can be tested against null hypotheses. Temporal analyses include displays of lagged association rates (rates of reassociation following an association). Models can be fitted to lagged association rates. Multiple association measures, including measures produced by other programs such as genetic or range use data, may be analysed using Mantel tests and principal components analysis. SOCPROG also performs mark-recapture population analyses and movement analyses. SOCPROG is written in the programming language MATLAB and may be downloaded free from the World Wide Web."
Mais informações podem ser obtidas clicando aqui.
Não experimentei o programa ainda, mas pelas perspectivas parece ser muito bom. Você já exprimentou?
Inserido por Vanner

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O editorial da Nature destaca a importância dos cientistas blogarem


O fenômeno "blogue" está atingindo a ciência, principalmente nos EUA. Vários cientistas estão colocando seus trabalhos em discussão pública, mesmo antes de publicar. O resultado tem sido animador, devido ao retorno de outros colegas acadêmicos apontando as falhas e virtudes dos estudos desenvolvidos. O resultado são estudos mais amadurecidos e densos. Além disso, os blogues tem aproximado a academia da divulgação científica.Um atalho direto entre o cientista e os outros cidadãos.
O texto começa assim:
"It's good to blog
Abstract

More researchers should engage with the blogosphere, including authors of papers in press.

Is blogging a part of science, journalism or public discourse? In fact it may be all of these — an ambiguity that can sometimes leave scientists feeling uncertain about the rules of the game."

"Indeed, researchers would do well to blog more than they do. The experience of journals such as Cell and PLoS ONE, which allow people to comment on papers online, suggests that researchers are very reluctant to engage in such forums. But the blogosphere tends to be less inhibited, and technical discussions there seem likely to increase.

Moreover, there are societal debates that have much to gain from the uncensored voices of researchers. A good blogging website consumes much of the spare time of the one or several fully committed scientists that write and moderate it. But it can make a difference to the quality and integrity of public discussion."

O texto completo pode ser lido clicando aqui.

XXVII ENCONTRO ANUAL DE ETOLOGIA


12 a 15 de novembro de 2009 Bonito - MS
Aguarde novas informações

Um exemplo de estudos com a abordagem tinbergeniana: memória e estocagem de alimentos por pássaros


O último número da Behavioral Processes, faz uma homenagem a Sarah Shettleworth, avaliando os seus fabulosos achados sobe cognição, memória e estocagem de alimentos em pássaros. Particularmente interessante é o artigo de Gibson e Kamil que, baseado no longo estudo de Shettleworth, avaliam de forma elegante, como as quatro perguntas da etologia, propugnada por Tinbergen em 1963, podem ser complementares e cruciais para o entendimento do comportamento animal. Pelo site da CAPES, em instituições credenciadas, é possível acessar o artigo:

Gibson, B. & Kamil, A. The synthetic approach to the study of spatial memory: Have we properly addressed Tinbergen’s “four questions”? Behavioral Processes, 80, 278-289, 2009.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Oecologia Brasiliensis traz um número especial sobre etologia


O periódico Oecologia Brasiliensis (Vol. 13, No 1, 2009), traz uma série de artigos sobre Ecologia do Comportamento, com grande número de expertises brasileiros. O Prof. José Sabino, organizador do XXVII Encontro Anual de Etologia, publicou um artigo sobre a ética em fotografia. Um tema com poucos parâmetros de conduta conhecidos e que deve interessar a todos. Acesse aqui.

Um artigo inédito sobre cognição em psitascídeos neotropicais, por sócios da SBEt


O Prof. Eduardo Ottoni (foto), Cynthia Schuck-Paim Contact Informatione Andressa Borsari, sócios da SBEt, publicaram um artigo na "Animal Cognition" sobre a solução de problemas por papagaios da fronte roxa e arara vermelha. O artigo intitula-se "Means to an end: Neotropical parrots manage to pull strings to meet their goals", e pode ser encontrado pela web, em instituições com acesso franqueado da CAPES. Está em Animal Cognition, Volume 12, N. 2 , 2009.
O estudo já havia sido divulgado pela Revista FAPESP, mas agora toma dimensões globais.

O Congresso Internacional da Animal Behavior Society será em Pirenopolis, Goiás, em Junho


46th Annual Meeting of the Animal Behavior Society.

O congresso vai selecionar alguns estudantes que receberão auxílio para participar. Veja no site clicando aqui.
A sócia da SBEt Profa. Dra. Regina Macedo (UnB) é a Presidenta do Congresso.

Grupos de Pesquisa em Etologia no Brasil


Muita gente quer saber quem trabalha em etologia no Brasil. Por isso, listamos abaixo os grupos de pesquisa cadastrados no CNPq que estão identificados como grupos que estudam etologia. Com essa indicação é possível acessar os pesquisadores que interessam ao leitor.

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Gr: Aquacultura e Limnologia - PUC RS
Li: Jeter Jorge Bertoletti
AP: Zoologia

2.

Gr: Aspectos Reprodutivos em Animais Domésticos - UFMG
Li: Marc Roger Jean Marie Henry
AP: Medicina Veterinária

3.

Gr: Bases Fisiológicas e Evolutivas do Comportamento - UNESP
Li: Miriam Mendonça Morato de Andrade
AP: Fisiologia

4.

Gr: Bioecologia de macroinvertebrados e vertebrados marinhos - UNIVALI
Li: Mauricio Hostim Silva
AP: Oceanografia

5.

Gr: Biologia dos Insetos Sociais - UECE
Li: Yves Patric Quinet
AP: Zoologia

6.

Gr: Biologia e Conservação de Cervídeos Brasileiros - UNESP
Li: Jose Maurício Barbanti Duarte
AP: Zoologia

7.

Gr: Bovinocultura de Corte Intensiva - Embrapa
Li: Mauricio Mello de Alencar
AP: Zootecnia

8.

Gr: Comportamento Animal/Produção de Ruminantes - UESB
Li: Carmen Lucia de Souza Rech
AP: Zootecnia

9.

Gr: Conservação e Manejo Sustentável de Abelhas - EBDA
Li: Marina Siqueira de Castro
AP: Ecologia

10.

Gr: Criação e Manejo de Animais Silvestres - UFAM
Li: Paulo Cesar Machado Andrade
AP: Zootecnia

11.

Gr: Ecologia, Biogeografia e Conservação da Biota Neotropical - UFPE
Li: Marcelo Tabarelli
AP: Zoologia

12.

Gr: Ecologia, Biologia e Comportamento de Insetos - UEFS
Li: Miriam Gimenes
AP: Zoologia

13.

Gr: Ecologia de Comunidades de Abelhas - UFMA
Li: Patricia Maia Correia de Albuquerque
AP: Ecologia

14.

Gr: Ecologia de Ecossistemas Amazônicos - UEA
Li: Luciane Lopes de Souza
AP: Ecologia

15.

Gr: Ecologia de Habitats Fragmentados - UENF
Li: Marcelo Trindade Nascimento
AP: Ecologia

16.

Gr: Ecologia e Conservação de Peixes de Água Doce - INPA
Li: Efrem Jorge Gondim Ferreira
AP: Ecologia

17.

Gr: Ecologia, sistemática e conservação de recursos naturais - UFSCAR
Li: Augusto João Piratelli
AP: Ecologia

18.

Gr: Estudo integrado da Fauna da região Centro-Oeste do Brasil - UFG
Li: Anamaria Achtschin Ferreira
AP: Zoologia

19.

Gr: Estudos Aplicados em Biologia, Arqueologia e Paleontologia - UNICAP
Li: Ceci do Eirado Amorim
AP: Zoologia

20.

Gr: Etologia - PUC-PR
Li:
Marta Luciane Fischer
AP: Ecologia

21.

Gr: Etologia cognitiva - USP
Li:
Eduardo Benedicto Ottoni
AP: Psicologia

22.

Gr: Etologia e Neurociências - UFES
Li: Agnaldo Garcia
AP: Psicologia

23.

Gr: EVOLUÇÃO E COMPORTAMENTO - USP
Li:
Emma Otta
AP: Psicologia

24.

Gr: Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal - Grupo ETCO - UNESP
Li: Mateus José Rodrigues Paranhos da Costa
AP: Zootecnia

25.

Gr: Grupo de Estudos em Manejo de Áreas Protegidas e Desenvolvimento Sustentável (GEMAP - UEMS) - UEMS
Li: Norton Hayd Rego
AP: Ecologia

26.

Gr: Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Social e Saúde - UNIFACS
Li: Márcia Oliveira Staffa Tironi
AP: Psicologia

27.

Gr: Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos de Ilhéus - UESC
Li: Yvonnick Le Pendu
AP: Zoologia

28.

Gr: Grupo de Pesquisas em Animais Silvestres - UESC
Li: Selene Siqueira da Cunha Nogueira
AP: Zoologia

29.

Gr: Interações Tróficas e Ecologia de Comunidades - UNICENTRO
Li: Maria Luisa Tunes Buschini
AP: Ecologia

30.

Gr: LABORATÓRIO DE ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO - LAEC - UCG
Li: Lorismario Ernesto Simonassi
AP: Psicologia

31.

Gr: Laboratório de Ciências Marinhas - UNISUL
Li: Sergio Antonio Netto
AP: Oceanografia

32.

Gr: Laboratório de Cronobiologia - UFRN
Li: Carolina Virginia Macêdo de Azevedo
AP: Psicologia

33.

Gr: Laboratório de Etologia Aplicada - LETA - UFSC
Li: Maria Jose Hotzel
AP: Zootecnia

34.

Gr: Laboratório de Etologia Teórica e Aplicada - UFRPE
Li: Nicola Schiel
AP: Zoologia

35.

Gr: Laboratório de ornitologia e bioacústica - UFPA
Li: Maria Luisa da Silva
AP: Zoologia

36.

Gr: NAQUA - UNIPAMPA
Li: Paulo Rodinei Soares Lopes
AP: Zootecnia

37.

Gr: NECAB Núcleo de Estudos em Construções, Ambiência e Bioclimatologia - UEG
Li: Sandra Regina Pires de Moraes
AP: Engenharia Agrícola

38.

Gr: Neurobiologia Molecular e Comportamental das Epilepsias - USP
Li: Norberto Garcia Cairasco
AP: Fisiologia

39.

Gr: Núcleo de Estudos Científicos e Tecnológicos sobre Abelhas Regionais - UNIFAP
Li: Arley José Silveira da Costa
AP: Ecologia

40.

Gr: Núcleo de Estudos com Ruminantes na Savana Amazônica - UFRR
Li: Vanderlei Bett
AP: Zootecnia

41.

Gr: Núcleo de Estudos da Biodiversidade da Amazônia Mato-grossense - UFMT
Li: Marcelo Henrique Ongaro Pinheiro
AP: Ecologia

42.

Gr: Núcleo de estudos em Comunicação, Culturas e Sociedades/NECCSOS - UESB
Li: Jose Luis Caetano da Silva
AP: Comunicação

43.

Gr: Núcleo de pesquisa e desenvolvimento em pecuária de leite - região Sul - Embrapa
Li: Waldyr Stumpf Junior
AP: Zootecnia

44.

Gr: Orthopterologia - UFV
Li:
Carlos Frankl Sperber
AP: Zoologia

45.

Gr: Ovinocaprinocultura - UFPI
Li: José Elivalto Guimarães Campelo
AP: Zootecnia

46.

Gr: PESQUISA BASICA E APLICADA COM FORMIGAS CORTADEIRAS - UFV
Li: Terezinha Maria Castro Della Lucia
AP: Zoologia

47.

Gr: Primatologia e Conservação - UNIVILLE
Li: Sidnei da Silva Dornelles
AP: Ecologia

48.

Gr: PRODUÇÃO ANIMAL - UFPB
Li: Divan Soares da Silva
AP: Zootecnia

49.

Gr: Produção animal - UDESC
Li: Henrique Mendonça Nunes Ribeiro Filho
AP: Zootecnia

50.

Gr: Produção animal sustentável - UFV
Li: Thea Mirian Medeiros Machado
AP: Zootecnia

51.
Gr: Produção de Animais de Interesse Zootécnico - UFMG
Li: Helton Mattana Saturnino
AP: Medicina Veterinária

52.
Gr: Produção e Conservação de Animais Silvestres - UFPA
Li: Diva Anelie de Araujo Guimaraes
AP: Zoologia

53.
Gr: Produção, nutrição e alimentação de não ruminantes - CEFET/BAMBUÍ
Li: Adriano Geraldo
AP: Zootecnia

54.
Gr: Projeto Charão - UPF
Li: Nemora Pauletti Prestes
AP: Zoologia

55.
Gr: PROMEA - UFPR
Li: Julio César de Souza
AP: Zootecnia

56.
Gr: SEXUALIDADE, EDUCAÇÃO E CULTURA - GEPESEC - UNESP
Li: Ana Cláudia Bortolozzi Maia
AP: Psicologia

57.
Gr: Sistemática e biogeografia de peixes teleósteos - UFRJ
Li: Wilson Jose Eduardo Moreira da Costa
AP: Zoologia

58.
Gr: Vitória Régia - UFMS
Li: Iria Hiromi Ishii
AP: Ecologia

59.
Gr: Zoologia de Invertebrados e Vertebrados no Meio Norte do Brasil - UFPI
Li: Lúcia da Silva Fontes
AP: Zoologia


Mais 151 Grupos de Pesquisa estão cadastrados com a palavra-chave"Comportamento Animal" . Veja quem são clicando aqui .

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Os três "Rs". Você quer saber por que animais são usados em pesquisas?


Um vídeo de 5 minutos de uma palestra (em inglês fácil de entender) de estudante para estudantes sobre a importância de se usar animais em pesquisas. Os conceitos emitidos pelo palestrante não são necessariamente compartilhados pela SBEt. O vídeo serve para aumentar o conhecimento e fomentar o debate sobre o uso de animais. Clica aqui.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Um golfinho ferido por tubarões parece ter sido ajudado por outro golfinho para procurar ajuda de pessoas...será?


Aconteceu na Austrália. Depois de três dias desaparecido, um golfinho é visto na praia onde era rotineiramente alimentado por pessoas, gravemente ferido e acompanhado por outro golfinho do grupo. Os turistas ficaram chocados com os ferimentos e chamaram uma equipe de veterinários do Sea World. O golfinho ferido não resistiu à contenção dos veterinários e o golfinho acompanhante permaneceu próximo ao resgate com calma, como que "confiando na equipe de pessoas que queriam ajudar" segundo palavras dos veterinários. Alguns anos antes, o golfinho ajudante havia sido atacado por tubarões também, o que pode ter tido algum impacto na empatia pelo animal ferido, especularam os biólogos que acompanham o caso. Veja clicando aqui a reportagem.
Foto retirada do site http://www.dailymail.co.uk.
Inserido por Vanner

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Se você é agressivo, seu cão também será agressivo


Parece ser uma lógica intuitiva, mas nada havia sido mensurado e estudado sistematicamente até agora. Um estudo organizado por pesquisadores da Pennsylvania, aplicando entrevistas a pessoas que empregam técnicas aversivas para treinar cães agressivos, demonstrou que os cães permanecerão agressivos a menos que a técnica de adestramento/condicionamento seja modificada.
O Estudo foi publicado na Applied Animal Behaviour Science. Quer ver mais? Clica aqui.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Beijar só faz bem!


Pesquisadores (Dr. Wendy Hill) do Lafayette College vão apresentar em fevereiro, no Congresso para o Progresso da Ciência nos EUA, um estudo demonstrando que depois de um beijo prolongado o cortisol plasmático diminui em casais heterosexuais e a ocitocica aumenta nos homens (mas não nas mulheres) quando comparado a não beijadores. Como se sabe o cortisol pode estar relacionado ao estresse (desbalanceamento da homeostase) e a ocitocina é um hormônio relacionado à atração. A diminuição da ocitocina nas mulheres pesquisadas é intrigante, mas os pesquisadores acham que pode estar relacionada ao ambiente "estéril de laboratório" onde a pesquisa foi realizada. Os pesquisadores acham que para mulheres o beijo precisa de ambientação e por isso novos testes serão feitos em locais mais "românticos" (inclusive com música de fundo). Veja um pouco do estudo clicando aqui.

E outros animais também beijam? O que você acha? Lembro-me apenas dos chimpanzés e bonobos beijando de forma rápida e superficial...e outros animais?
Como seria a abordagem com as 4 questões fundamentais da etologia definida por Tinbergen para o beijo?
Será que somos a única espécie que beija e isso é o que nos faz diferentes das demais espécies de animais?
Perguntas que não param mais...

Uma "etologia aplicada": quando você recebe aquela crítica do manuscrito submetido ou quando estiver próximo de alguma defesa, que tal começar a beijar mais?
Enquanto isso, que tal dar um beijo bem gostoso na pessoa amada agora ou ainda hoje?

Inserido por Vanner.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Encontro de Etologia 2009, em Bonito, MS


Hoje recebi notícias do Prof. José Sabino, coordenador, do próximo Encontro de Etologia. O soberbo Centro de Convenções de Bonito será a sede, sendo novembro o mês de realização. O período ainda não está certo mas será alocado para minimizar o custo de hospedagem (não coincidir com períodos de alta temporada).
Há boas perspectivas de ocorrer um Encontro com caráter mais internacional, com participantes convidados da América Latina, aumentando o intercâmbio ente etólogos na América do Sul. Contudo, dependerá dos custtos e de quanto será conseguido para o evento.
Vá preparando a sua pesquisa para apresentar lá. Ou a sua viagem para conhecer Bonito e os estudos dos etologistas brasileiros.
Estamos torcendo por Bonito e pelo Prof. José Sabino e sua equipe!

A foto acima foi retirada do site
www.abbra.com.br

inserido por Vanner

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Whatever happened to the term alpha wolf?

Um texto de David Mech, um dos maiores etologistas estudiosos de lobos (50 anos de estudos!), enfatiza que o termo "alfa" para designar o lobo ou loba dominante está equivocado sob o ponto de vista biológico. As observações da socialidade das alcatéias nas últimas duas décadas, tem modificado a visão tradicional de lobos brigando ferrenhamente por uma posição hierárquica superior. As alcatéias mais parecem pacatas famílias com seus filhos de uma ou duas gerações, seguindo seus pais mais velhos e mais experientes. Mech propõe que essa estrutura é muito assemelhada às famílias humanas.
O termo alfa foi fomentado pelo próprio Mech há 30 anos atrás com a publicação do seu livro fundamental "The wolf". A grandiosidade desse etologista está em rever esse conceito tão arraigado nos jovens e velhos etologistas pelo mundo.
O texto pode ser acessado clicando aqui.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um site muito interessante: Society & Animals


Uma página eletrônica conduzida por psicólogos preocupados com a relação entre animais e humanos. Uma rica fonte de informações científicas para quem tem uma preocupação maior do que apenas "usar" os animais. Os sócios publicam um periódico que vem crescendo em impacto e fonte de informações científicas: Journal of Applied Animal Welfare Science. Os artigos publicados dois anos antes são de acesso livre.

A auto-definição:
"Since 1981, Society & Animals Forum (formerly Psychologists for the Ethical Treatment of Animals) works with social scientists, mental health providers and other animal protection organizations to reduce the suffering and exploitation of both human and nonhuman animals.
A 501(c) (3) organization, the Society & Animals Forum produces educational programs and materials on the relationship between human and nonhuman animals. The ultimate objective of our programs is to reduce violence against human and nonhuman animals. The organization’s activities include providing training workshops; publishing, designing, producing, and distributing journals, professional manuals, and other educational materials; and creating and running advocacy programs."

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Brincadeira entre espécies diferentes?


A brincadeira é um fenômeno pouco compreendido embora todos concordem que ela é importante na vida dos animais. Animais da mesma espécie brincando é a tônica dos estudos em etologia. Mas quando duas espécies diferentes parecem estar brincando, por exemplo, uma orca selvagem e um cãozinho, é possível?
Tire as suas conclusões assintindo esse vídeo clicando aqui.

Inter-relações entre a posse responsável de animais domésticos e a saúde humana


Gelson Genaro e Maria de Fátima Martins
A questão de como devemos proceder em relação aos animais de companhia ou àqueles utilizados em experimentos é por demais controversa. O tema foi regulamentado com a aprovação da chamada Lei Arouca, de autoria do deputado Sergio Arouca (PPSRJ, falecido em 2003), aprovada pela 2/2/2009. Câmara dos Deputados no dia 20 de maio de 2008, que dispõe sobre a criação e o uso de animais em atividades de ensino, pesquisa e experimentação em todo o Brasil. Em São Paulo, a Lei Estadual nº 12.916, sancionada pelo governador no dia 17 de abril do ano passado, proíbe a prática da eutanásia pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais congêneres. Mesmo com essa legislação, observamos que a temática tem se desdobrado sob a atenção de pesquisadores, proprietários, médicos veterinários e outros segmentos da sociedade. Esses segmentos abordam o assunto sob diferentes óticas. Entretanto, as opiniões diversas não necessariamente devem se chocar; na verdade elas se complementam, e essa inter-relação é fundamental. Contudo, normalmente a questão não é tratada de maneira cooperativa. Ao contrário, comumente podem-se observar atitudes antagônicas. Há diversos registros na imprensa, especialmente na internacional, relatando conflitos entre esses segmentos, até mesmo com agressões. Ao criar animais de companhia, a população, de modo geral, não está realmente a par da importância dos cuidados mínimos necessários para com eles. É muito comum observarmos animais (particularmente cães e gatos) circulando livremente por ruas das nossas cidades, havendo até verdadeiros aglomerados de animais abandonados em determinados locais. Também não faltam na imprensa registros de ataques a pessoas ou a outros animais. O abandono, além de se configurar num descuido que caracteriza pouco apreço à vida, pode também levar a um grave problema de saúde pública, fato que comumente é minimizado. O abandono pode acabar propiciando condições para o desenvolvimento de questões mais sérias, como o surgimento de zoonoses – doenças que podem grassar entre nós e os animais sob as mais diversas formas, com enfermidades potencialmente muito graves, como a raiva. É importante destacar que os cuidados com os animais não excluem a atenção às pessoas. Obviamente uma condição não impede a outra. Entretanto, esse argumento é utilizado por aqueles menos avisados que relutam em admitir a relevancia da dedicação de cuidados aos animais. Esses cuidados não compõem um aspecto estético, frívolo, ou um desvio de recursos para um tema menos relevante. As duas abordagens – cuidado com os seres humanos e também com os animais – devem ser praticadas. Com a alteração provocada pelas referidas leis, que atendem a um clamor popular, e também em virtude de uma conscientização mais ampla – ao se evitar, na medida do possível, a eutanásia –, temos uma nova realidade no que concerne à questão da posse responsável de animais, especialmente em relação aos de companhia. As populações desses animais podem crescer significativamente, seja em centros de controle de zoonoses ou mesmo nas nossas ruas, praças etc. Portanto, o esclarecimento da população sobre a importância de atender às necessidades básicas (nutricionais, clínicas, comportamentais etc.) dessas espécies é questão primordial. Devemos abordar esse aspecto de maneira aguda, e cabe à Universidade o importante papel de dedicar especial atenção a pesquisas e trabalhos científicos, além de prestar os esclarecimentos necessários. Todos os segmentos envolvidos devem unir forças e enfrentar a questão da escassez de pesquisas sobre o tema. A população não se dá conta de que um “simples” abandono de uma ninhada, ou mesmo de um único filhote, pode acarretar um gravíssimo problema de saúde pública. Os cidadãos devem ser alertados por meio de palestras para estudantes, artigos de divulgação científica, campanhas de castração e vacinação etc. Em particular os profissionais, acadêmicos e associados de organizações não-governamentais devem unir forças e enfrentar a questão, pois o aumento do número desses indivíduos pode alcançar proporções exacerbadas. As especulações sobre esses números assustam, já que se espera encontrar, em média, um cão para cada sete habitantes e um gato para cada 46. Logo, fica fácil estimar, ainda que grosseiramente, a população desses animais nas grandes cidades. Ou seja, se a questão não for seriamente enfrentada, problemas de saúde pública – graves – podem surgir em questão de tempo, com a possibilidade do desenvolvimento de doenças seriíssimas, atualmente minimizadas de forma perigosa. Os cuidados básicos com os animais devem seguir uma rotina. Além da alimentação, vacinação, controle de ecto e endoparasitas, cuidados médicos gerais e específicos, o proprietário deve estar atento para que esses cuidados sejam seguidos por toda a vida do animal. Esse período pode ser longo, chegando a 20 ou 25 anos. Se, por questões financeiras ou de outra natureza, a pessoa não puder arcar com esses custos, não deve adquirir o animal. Cuidados parciais não são suficientes para a manutenção da sua higidez, e em questão de tempo o animal estará sujeito a uma situação potencialmente grave. Inclusive o proprietário também estará sob a mesma pressão. Para avaliar essa questão, basta lembrar o exemplo da dengue, que ano após ano, apesar dos esforços institucionais e da população, obriga-nos a manter atenção constante. É importante lembrar que o tema da posse responsável de animais domésticos deve ser foco de ampla análise, com a mesma preocupação e conscientização que fizeram o debate sobre a Lei Arouca avançar entre as instituições de pesquisa. É sumamente relevante promover essa discussão no seio da sociedade. Cabe a nós, profissionais da área, alertar os demais segmentos envolvidos. As diferentes visões, sejam elas da Universidade, de órgãos públicos, dos profissionais liberais ou das Ongs, são complementares e não díspares. Todos devem unir esforços, já que vivemos uma nova realidade, e o conceito de saúde pública (humana) passa necessariamente, e de modo relevante, pela questão animal.

Gelson Genaro é orientador pontual no programa de Pós-Graduação em Psicobiologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e Maria de Fátima Martins é professora daFaculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP em Pirassununga Página 4 de 6 Jornal da USP - Ano XXV nº 856 de 2 a 8 de fevereiro de 2009.

Texto do sócio da SBEt, Prof. Gelson Genaro, que foi publicado no Jornal da USP.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Dormir é um comportamento que aumentaria a resistência imunológica aos parasitas

Dormir é comportamento? Estranha pergunta para não-etologistas, mas dormir é um comportamento. Aliás, dormir pode ser subdividido em vários outros comportamentos como mexer as pernas, movimentar os braços, virar a cabeça, mudar de decúbito, roncar, falar, balbuciar etc.

Em relação a outros comportamentos que compõem o repertório de boa parte dos vertebrados, dormir tem sido de pouca atração à etologia. Há poucos estudos sobre o dormir. Talvez se explique porque não se compreende porque o dormir poderia ser tão importante como comportamento.

Existem várias causas proximais e adaptativas para dormir. Surgiu um novo estudo publicado no último mês de janeiro (BMC Evolutionary Biology) que acrescenta uma nova função sobre dormir. Os autores do estudo (Brian T Preston, Isabella Capellini, Patrick McNamara, Robert A Barton e Charles L Nunn) defendem que dormir aumentaria a resistência imunológica contra parasitas. Animais que dormem mais, seriam mais resistentes a parasitas. Enquanto dormem as células do sistema imune circulam em maior densidade no sangue periférico em relação à fase desperta. Essa modificação sanguínea somente ocorre nas células do sistema imune.

Você pode conferir o estudo (Parasite resistance and the adaptive significance of sleep) clicando aqui.

Outro link para o artigo:http://www.biomedcentral.com/1471-2148/9/7