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Mostrando postagens de Fevereiro, 2009

SOCPROG: um programa para análise social livre para download

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Publicado por Hal Whitehead na Behavioral Ecology and Sociobiology de janeiro, um artigo sobre um novo programa de análise do comportamento, para baixar livremente da web. Veja o resumo:
"SOCPROG is a set of programs which analyses data on animal associations. Data usually come from observations of the social behaviour of individually identifiable animals. Associations among animals, sampling periods, restrictions on the data and association indices can be defined very flexibly. SOCPROG can analyse data sets including 1,000 or more individuals. Association matrices are displayed using sociograms, principal coordinates analysis, multidimensional scaling and cluster analyses. Permutation tests, Mantel and related tests and matrix correlation methods examine hypotheses about preferred associations among individuals and classes of individual. Weighted network statistics are calculated and can be tested against null hypotheses. Temporal analyses include displays of lagged association r…

O editorial da Nature destaca a importância dos cientistas blogarem

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O fenômeno "blogue" está atingindo a ciência, principalmente nos EUA. Vários cientistas estão colocando seus trabalhos em discussão pública, mesmo antes de publicar. O resultado tem sido animador, devido ao retorno de outros colegas acadêmicos apontando as falhas e virtudes dos estudos desenvolvidos. O resultado são estudos mais amadurecidos e densos. Além disso, os blogues tem aproximado a academia da divulgação científica.Um atalho direto entre o cientista e os outros cidadãos.
O texto começa assim:
"It's good to blogAbstractMore researchers should engage with the blogosphere, including authors of papers in press. Is blogging a part of science, journalism or public discourse? In fact it may be all of these — an ambiguity that can sometimes leave scientists feeling uncertain about the rules of the game.""Indeed, researchers would do well to blog more than they do. The experience of journals such as Cell and PLoS ONE, which allow people to comment on papers o…

XXVII ENCONTRO ANUAL DE ETOLOGIA

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12 a 15 de novembro de 2009Bonito - MS
Aguarde novas informações

Um exemplo de estudos com a abordagem tinbergeniana: memória e estocagem de alimentos por pássaros

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O último número da Behavioral Processes, faz uma homenagem a Sarah Shettleworth, avaliando os seus fabulosos achados sobe cognição, memória e estocagem de alimentos em pássaros. Particularmente interessante é o artigo de Gibson e Kamil que, baseado no longo estudo de Shettleworth, avaliam de forma elegante, como as quatro perguntas da etologia, propugnada por Tinbergen em 1963, podem ser complementares e cruciais para o entendimento do comportamento animal. Pelo site da CAPES, em instituições credenciadas, é possível acessar o artigo:Gibson, B. & Kamil, A. The synthetic approach to the study of spatial memory: Have we properly addressed Tinbergen’s “four questions”? Behavioral Processes, 80, 278-289, 2009. .

Oecologia Brasiliensis traz um número especial sobre etologia

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O periódico Oecologia Brasiliensis (Vol. 13, No 1, 2009), traz uma série de artigos sobre Ecologia do Comportamento, com grande número de expertises brasileiros. O Prof. José Sabino, organizador do XXVII Encontro Anual de Etologia, publicou um artigo sobre a ética em fotografia. Um tema com poucos parâmetros de conduta conhecidos e que deve interessar a todos. Acesse aqui.

Um artigo inédito sobre cognição em psitascídeos neotropicais, por sócios da SBEt

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O Prof. Eduardo Ottoni (foto), Cynthia Schuck-Paime Andressa Borsari, sócios da SBEt, publicaram um artigo na "Animal Cognition" sobre a solução de problemas por papagaios da fronte roxa e arara vermelha. O artigo intitula-se "Means to an end: Neotropical parrots manage to pull strings to meet their goals", e pode ser encontrado pela web, em instituições com acesso franqueado da CAPES. Está em Animal Cognition, Volume 12, N. 2 , 2009.
O estudo já havia sido divulgado pela Revista FAPESP, mas agora toma dimensões globais.

O Congresso Internacional da Animal Behavior Society será em Pirenopolis, Goiás, em Junho

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Grupos de Pesquisa em Etologia no Brasil

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Muita gente quer saber quem trabalha em etologia no Brasil. Por isso, listamos abaixo os grupos de pesquisa cadastrados no CNPq que estão identificados como grupos que estudam etologia. Com essa indicação é possível acessar os pesquisadores que interessam ao leitor.
.Gr:Aquacultura e Limnologia - PUC RS
Li:Jeter Jorge Bertoletti
AP: Zoologia2.Gr:Aspectos Reprodutivos em Animais Domésticos - UFMG
Li:Marc Roger Jean Marie Henry
AP: Medicina Veterinária3.Gr:Bases Fisiológicas e Evolutivas do Comportamento - UNESP
Li:Miriam Mendonça Morato de Andrade
AP: Fisiologia4.Gr:Bioecologia de macroinvertebrados e vertebrados marinhos - UNIVALI
Li:Mauricio Hostim Silva
AP: Oceanografia5.Gr:Biologia dos Insetos Sociais - UECE
Li:Yves Patric Quinet
AP: Zoologia6.Gr:Biologia e Conservação de Cervídeos Brasileiros - UNESP
Li:Jose Maurício Barbanti Duarte
AP: Zoologia7.Gr:Bovinocultura de Corte Intensiva - Embrapa
Li:Mauricio Mello de Alencar
AP: Zootecnia8.Gr:Comportamento Animal/Produçã…

Os três "Rs". Você quer saber por que animais são usados em pesquisas?

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Um vídeo de 5 minutos de uma palestra (em inglês fácil de entender) de estudante para estudantes sobre a importância de se usar animais em pesquisas. Os conceitos emitidos pelo palestrante não são necessariamente compartilhados pela SBEt. O vídeo serve para aumentar o conhecimento e fomentar o debate sobre o uso de animais. Clica aqui.

Um golfinho ferido por tubarões parece ter sido ajudado por outro golfinho para procurar ajuda de pessoas...será?

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Aconteceu na Austrália. Depois de três dias desaparecido, um golfinho é visto na praia onde era rotineiramente alimentado por pessoas, gravemente ferido e acompanhado por outro golfinho do grupo. Os turistas ficaram chocados com os ferimentos e chamaram uma equipe de veterinários do Sea World. O golfinho ferido não resistiu à contenção dos veterinários e o golfinho acompanhante permaneceu próximo ao resgate com calma, como que "confiando na equipe de pessoas que queriam ajudar" segundo palavras dos veterinários. Alguns anos antes, o golfinho ajudante havia sido atacado por tubarões também, o que pode ter tido algum impacto na empatia pelo animal ferido, especularam os biólogos que acompanham o caso. Veja clicando aqui a reportagem.
Foto retirada do site http://www.dailymail.co.uk.
Inserido por Vanner

Se você é agressivo, seu cão também será agressivo

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Parece ser uma lógica intuitiva, mas nada havia sido mensurado e estudado sistematicamente até agora. Um estudo organizado por pesquisadores da Pennsylvania, aplicando entrevistas a pessoas que empregam técnicas aversivas para treinar cães agressivos, demonstrou que os cães permanecerão agressivos a menos que a técnica de adestramento/condicionamento seja modificada.
O Estudo foi publicado na Applied Animal Behaviour Science. Quer ver mais? Clica aqui.

Beijar só faz bem!

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Pesquisadores (Dr. Wendy Hill) do Lafayette College vão apresentar em fevereiro, no Congresso para o Progresso da Ciência nos EUA, um estudo demonstrando que depois de um beijo prolongado o cortisol plasmático diminui em casais heterosexuais e a ocitocica aumenta nos homens (mas não nas mulheres) quando comparado a não beijadores. Como se sabe o cortisol pode estar relacionado ao estresse (desbalanceamento da homeostase) e a ocitocina é um hormônio relacionado à atração. A diminuição da ocitocina nas mulheres pesquisadas é intrigante, mas os pesquisadores acham que pode estar relacionada ao ambiente "estéril de laboratório" onde a pesquisa foi realizada. Os pesquisadores acham que para mulheres o beijo precisa de ambientação e por isso novos testes serão feitos em locais mais "românticos" (inclusive com música de fundo). Veja um pouco do estudo clicando aqui.

E outros animais também beijam? O que você acha? Lembro-me apenas dos chimpanzés e bonobos beijando de for…

O Encontro de Etologia 2009, em Bonito, MS

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Hoje recebi notícias do Prof. José Sabino, coordenador, do próximo Encontro de Etologia. O soberbo Centro de Convenções de Bonito será a sede, sendo novembro o mês de realização. O período ainda não está certo mas será alocado para minimizar o custo de hospedagem (não coincidir com períodos de alta temporada).
Há boas perspectivas de ocorrer um Encontro com caráter mais internacional, com participantes convidados da América Latina, aumentando o intercâmbio ente etólogos na América do Sul. Contudo, dependerá dos custtos e de quanto será conseguido para o evento.
Vá preparando a sua pesquisa para apresentar lá. Ou a sua viagem para conhecer Bonito e os estudos dos etologistas brasileiros.
Estamos torcendo por Bonito e pelo Prof. José Sabino e sua equipe!

A foto acima foi retirada do site www.abbra.com.br

inserido por Vanner

Whatever happened to the term alpha wolf?

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Um texto de David Mech, um dos maiores etologistas estudiosos de lobos (50 anos de estudos!), enfatiza que o termo "alfa" para designar o lobo ou loba dominante está equivocado sob o ponto de vista biológico. As observações da socialidade das alcatéias nas últimas duas décadas, tem modificado a visão tradicional de lobos brigando ferrenhamente por uma posição hierárquica superior. As alcatéias mais parecem pacatas famílias com seus filhos de uma ou duas gerações, seguindo seus pais mais velhos e mais experientes. Mech propõe que essa estrutura é muito assemelhada às famílias humanas.
O termo alfa foi fomentado pelo próprio Mech há 30 anos atrás com a publicação do seu livro fundamental "The wolf". A grandiosidade desse etologista está em rever esse conceito tão arraigado nos jovens e velhos etologistas pelo mundo.
O texto pode ser acessado clicando aqui.

Um site muito interessante: Society & Animals

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Uma página eletrônica conduzida por psicólogos preocupados com a relação entre animais e humanos. Uma rica fonte de informações científicas para quem tem uma preocupação maior do que apenas "usar" os animais. Os sócios publicam um periódico que vem crescendo em impacto e fonte de informações científicas: Journal of Applied Animal Welfare Science. Os artigos publicados dois anos antes são de acesso livre.A auto-definição:
"Since 1981, Society & Animals Forum (formerly Psychologists for the Ethical Treatment of Animals) works with social scientists, mental health providers and other animal protection organizations to reduce the suffering and exploitation of both human and nonhuman animals.
A 501(c) (3) organization, the Society & Animals Forum produces educational programs and materials on the relationship between human and nonhuman animals.…

Brincadeira entre espécies diferentes?

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A brincadeira é um fenômeno pouco compreendido embora todos concordem que ela é importante na vida dos animais. Animais da mesma espécie brincando é a tônica dos estudos em etologia. Mas quando duas espécies diferentes parecem estar brincando, por exemplo, uma orca selvagem e um cãozinho, é possível?
Tire as suas conclusões assintindo esse vídeoclicando aqui.

Inter-relações entre a posse responsável de animais domésticos e a saúde humana

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Gelson Genaro e Maria de Fátima Martins
A questão de como devemos proceder em relação aos animais de companhia ou àqueles utilizadosem experimentos é por demais controversa. O tema foi regulamentado com a aprovação da chamada Lei Arouca, de autoria do deputado Sergio Arouca (PPSRJ, falecido em 2003), aprovada pela 2/2/2009. Câmara dos Deputados no dia 20 de maio de 2008, que dispõe sobre a criação e o uso de animais em atividades de ensino, pesquisa e experimentação em todo o Brasil.Em São Paulo, a Lei Estadual nº 12.916, sancionada pelo governador no dia 17 de abril do anopassado, proíbe a prática da eutanásia pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos eestabelecimentos oficiais congêneres. Mesmo com essa legislação, observamos que a temática tem se desdobrado sob a atenção de pesquisadores, proprietários, médicos veterinários e outros segmentos da sociedade.Esses segmentos abordam o assunto sob diferentes óticas. Entretanto, as opiniões diversas nãonecessariamente devem se …

Dormir é um comportamento que aumentaria a resistência imunológica aos parasitas

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Dormir é comportamento? Estranha pergunta para não-etologistas, mas dormir é um comportamento. Aliás, dormir pode ser subdividido em vários outros comportamentos como mexer as pernas, movimentar os braços, virar a cabeça, mudar de decúbito, roncar, falar, balbuciar etc.Em relação a outros comportamentos que compõem o repertório de boa parte dos vertebrados, dormir tem sido de pouca atração à etologia. Há poucos estudos sobre o dormir. Talvez se explique porque não se compreende porque o dormir poderia ser tão importante como comportamento.Existem várias causas proximais e adaptativas para dormir. Surgiu um novo estudo publicado no último mês de janeiro (BMC Evolutionary Biology) que acrescenta uma nova função sobre dormir. Os autores do estudo (Brian T Preston, Isabella Capellini, Patrick McNamara, Robert A Barton e Charles L Nunn) defendem que dormir aumentaria a resistência imunológica contra parasitas. Animais que dormem mais, seriam mais resistentes a parasitas. Enquanto dormem as…